Método
Como os dados são apurados
Um diretório só vale o que vale a sua apuração. Esta página diz de onde vem cada campo das 623 páginas, o que foi conferido e, mais importante, o que não foi.
O que entra na base
Uma hospedagem entra aqui quando existe registro de ponto de recarga nela, não perto dela. Isso exclui o caso mais comum de lista inflada: o eletroposto de shopping a 400 metros do hotel, que vira “hotel com carregador” em qualquer busca por proximidade. Registros que não são hospedagem, como estacionamento avulso, concessionária e posto, são descartados antes.
Quando o mesmo hotel aparece duas ou três vezes na fonte, porque cada carregador foi cadastrado separadamente, os registros são fundidos numa página só, somando tomadas e conectores. Sem isso, o site teria páginas quase idênticas competindo entre si.
De onde vêm os dados
Nenhum campo destas páginas é estimativa nossa. Cada um chegou por uma destas três origens, e as páginas em que mais de uma concorda são as mais confiáveis do site:
| Quem carregou | Registros feitos por motoristas de carro elétrico em bases colaborativas de pontos de recarga, entre elas o rotas.ninja, planejador de rotas que também cataloga pontos: quem plugou anota potência, conector, quantas tomadas e se pagou, e às vezes deixa um comentário contando como foi. É a maior parte da base, e a única origem que descreve o carregador por uso, e não por anúncio. |
|---|---|
| O site do próprio hotel | Consultado à mão, um caso de cada vez, quando as outras origens deixavam dúvida: se aquele endereço é hospedagem ou estacionamento, se a página da hospedagem fala do carregador. É leitura humana, e por isso alcança poucas páginas. Dos 209 registros duvidosos que passaram por essa conferência, 55 ficaram; os outros 154 saíram da base. |
| Quem esteve lá | Hóspede que carregou no lugar, e quem administra a hospedagem, pelo formulário de indicação e pelo botão de correção de cada página. Indicação não entra direto na lista: cada uma é conferida contra as outras origens antes de virar página, e a que não se sustenta fica de fora. |
Os quatro campos que decidem a viagem
Sites de reserva marcam “estação de recarga” como um selo binário. Para quem dirige elétrico o selo não informa nada, então cada página separa:
| Política | Se a recarga é cobrada e se é exclusiva de hóspede. São coisas diferentes: existe recarga gratuita aberta ao público, e existe recarga paga que só hóspede acessa. Em 96 hospedagens consta que não se cobra, em 310 que se cobra, e em 217 não há informação. Este último caso aparece como “cobrança não informada”, e não como gratuito. 142 reservam o ponto a quem está hospedado. |
|---|---|
| Conector | Que plugue atende. É aqui que mora a distinção que mais frustra viagem: “wallbox” é um carregador de parede; “tomada comum” é uma tomada na parede. Em 84 hospedagens a recarga é só tomada, e a site avisa que você precisa levar o carregador portátil do carro. |
| Potência | Quantos kW o ponto entrega. É o que separa recuperar 300 km durante a noite de recuperar 60. Em 261 hospedagens esse dado não foi registrado. Nesses casos o campo aparece vazio, e não preenchido com uma estimativa. |
| Acesso | Se o ponto está disponível 24 horas ou depende do horário da recepção. 440 têm acesso livre a qualquer hora. |
Como sabemos se a recarga é cobrada
A fonte tem um campo de “é pago” que vem desmarcado por padrão, e desmarcado é o que ele fica quando quem cadastrou o ponto simplesmente não preencheu. Ler esse campo vazio como “gratuito” foi um erro nosso, e por um tempo o site anunciou como cortesia recarga que custava R$ 2,30 o kWh. Campo vazio hoje não afirma nada: vira cobrança não informada, que é o que de fato se sabe.
Para dizer gratuita ou paga, a página precisa de evidência: uma tarifa escrita pelo próprio ponto, ou o relato de quem carregou lá. Os comentários deixados na fonte são lidos oração por oração, porque a frase inteira engana: “Tem custo?” é pergunta e não relato, “paguei 29 de estacionamento” fala da vaga e não da tomada, e “não me cobraram pela recarga” tem a palavra pagar dentro de uma negação. Quando os relatos se contradizem, fica o mais recente. Tarifa muda, e “estão cobrando agora” em 2026 desmente “carreguei de graça” em 2023. Na dúvida entre gratuita e paga, o site diz paga: chegar esperando cobrança e não pagar é uma surpresa boa; o contrário estraga a viagem. Em 217 hospedagens não há evidência nenhuma, e nesses casos quem esteve lá sabe mais do que nós: a página tem um botão de correção.
O que não fazemos
Não publicamos nota de hotel. A nota disponível na fonte avalia o carregador, dada por motoristas que pararam para carregar. Um hotel medíocre com wallbox impecável tira dez. Transformar isso em avaliação da hospedagem daria estrelinha bonita no Google e seria informação falsa. Por isso ela não aparece no site nem nos dados estruturados da página.
Não vendemos reserva. O site não é intermediário: a página leva ao endereço e ao mapa, e a reserva é feita direto com a hospedagem. O link de preço é patrocinado e pode gerar comissão, mas não decide quem entra na base nem em que ordem a lista aparece. Ele vai para o trivago quando o cruzamento por nome e por coordenada prova a hospedagem lá, o que vale para 550 hospedagens, e para o Booking.com quando só ele tem a página do hotel, hoje 4. Onde nenhum dos dois se prova, o link abre a lista da cidade em vez de apontar para a hospedagem errada, e em 4 delas não há link nenhum.
O prazo de validade de cada página
Este é o limite honesto do projeto. Carregador quebra, muda de dono, passa a cobrar, e a hospedagem raramente atualiza o anúncio. Cada página mostra a data do registro mais recente daquele ponto, e quando ela é antiga isso fica visível. Preferimos mostrar o dado velho com a data do que fingir que é de hoje.
Por isso toda página traz o mesmo aviso: confirme na reserva. Uma ligação de um minuto perguntando “o carregador está funcionando e posso usar?” vale mais que qualquer base de dados, inclusive esta.
Achou algo errado? Mandar a correção leva menos tempo que escrever um e-mail reclamando, e entra na revisão seguinte.